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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A última menina

Sou Paola, a quarta aluna do professor Alex.
Eu também sou professora, italiana e professora de Italiano. Moro em Salvador, na Barra e, faz dois anos, cheguei para dar aulas na UFBA como professora de língua nativa.
Gosto muito de viver e trabalhar na Bahia e por isso quero aprender a língua brasileira: quero comunicar me bem com as minhas alunas e com todos os baiano, porque me sinto muito a gosto com a cultura e a forma que eles têm de viver.
Eles trabalham muito (não é verdadeiro o preconceito habitual), mas no mesmo tempo vivem con entusiasmo e alegria, curtindo todas as atividades culturais, seja música ou teatro ou cinema ou palestras.
E, a propósito de palestras, na última sexta feira o departamento de Italiano organizou o seminário: "As praças da Itália", sobre a importância das praças como lugar de comunicação e de encontro.
A cultura baiana também valoriza muito a comunicação livre, fora de casa.
Os baianos falam muito y alto, como os italianos, mas eu acho que são menos agressivos , porque a polêmica resulta ser menos dura.
Por exemplo, nestas últimas eleções, eu não ouvi nehuma briga: as pessoas iam com os símbolos do seus candidatos ou cantando cançoes de propaganda, mas sem brigar.
Na Itália não seria possivel sem desencadear acusações recíprocas de comunismo ou de fascismo.
Em conclusão, inclusive por isso, é melhor viver aqui.
E vocês, o que é que acham? Onde a vida è melhor?
Ciao!
Paola

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi Paola:
Onde a vida é melhor?
Onde nos sentimos bem , temos amigos e estamos com a gente que amamos...
Seu texto me fiz lembrar e ter saudade das pracas da Italia em verao , lugares de encontro, amizade e "dolce far niente":a praca da Espanha, a praca Navonna...
Aqui em Brasilia nao temos lugares similares as pracas de seu pais, ou de Santiago do Chile, minha cidade, construida conforme ao modelo das cidades espanholas...
Aproveite a vida livre e fora de casa em Bahia, à espera da explosao do Carnaval.
Amizade
Margarita

Anônimo disse...

Oi Paola:

Eu nao conheco Bahía (ainda), mas eu aprendi amar essa cidade pela via da literatura de Jorge Amado. "Capitanes da areia", "Gabriela, cravo e canela", "Doña Flor e seus dois maridos" som algumos de os livros que vem a minha memoria quando eu penso em San Salvador de Bahía e sua grande e bela cultura.

Porém, eu concordo com Margarita quando ela diz que a vida é melhor onde nos sentimos bem e estamos com a gente que amamos e nos sentimos felices e realizados.

Mas eu acho que Brasília, a cidade onde eu moro desde junio último, tem outros atrativos que tambem fazem dela um lugar bonito e diferente.

Em homenagem a ela, eu vou a citar agora umas palavras de um filósofo frances, Alain Badiou, que la descrivem muito bem (perdao, mas las palavras están em español e eu nao posso por agora traduzirlas):

"Imaginé a menudo que, cuando me disolvía, por la tarde, a través de los vanos de las ventanas de un departamento del ala sur de Brasilia, en la queda claridad del cielo, la cartografía de los signos estelares, de la que los monumentos de la ciudad parecían el calco terrestre, me anunciaban que estaba allí para siempre.

"El pájaro posado sobre el suelo seco, las lagunas lunares, los edificios con estilo de Niemeyer: todo me decía que, así abiertos, los fragmentos de Brasilia, al orientarme en la noche, me habían incorporado al nacimiento de un nuevo mundo".

Até logo, Carlos

Teka disse...

A vida é melhor no meu quadrado! xD
hehehehe